terça-feira, 9 de setembro de 2008

Promessa é dívida! A história de um amigo

Estou sofrendo imensamente por uma paixão proibida…
Ao vê-la meu coração Arde de emoção...
Meus olhos, meus olhos brilham quando, com os seus se cruzam, e, eu fico sem jeito , sinto um enorme aperto no peito…
Eu sei que não devia!
Nem podia!
Mas, eu não consigo, não consigo não!
Deixar de sentir essa paixão... Eu sei, que não era para acontecer, mas, foi mais forte que o meu querer... Eu sei, que não devia assim pensar... Mas, queria tanto a poder beijar!
Queria tanto o calor do seu corpo sentir...
E do meu lado vê-la a sorrir !
Queria tanto conseguir lhe dizer, o que por ela estou a sentir e a sofrer…
É intenso o que sinto e o quanto a desejo sempre que a vejo.

Ahhh... e agora, quando subo as escadas, já não tenho mais a mesma emoção de poder os olhos seus olhar.

Eu sei, e a cada dia que passa, aumenta essa paixão...
Que arde intensamente dentro do meu coração e me deixa a sofrer...
Mas, não lhe posso dizer?
Não sei! Tenho tanto medo de a perder!

Porquê?.
Porque não a posso ter?


E assim, continuo a viver!

sábado, 6 de setembro de 2008

Você nasceu como o sol nasce para dia


Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você...

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você...

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

( Ana Carolina)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Soneto de Devoção



Essa mulher que se arremessa, fria e lúbrica em meus braços, e nos seios me arrebata e me beija e balbucia versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia que se ri dos meus pálidos receios a única entre todas a quem dei os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama a miséria e a grandeza de quem ama e guarda a marca dos meus dentes nela.Essa mulher é um mundo! - uma cadela talvez... - mas na moldura de uma cama nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces... Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto... No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida... E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto... E em minha voz, a tua voz... Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado... Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados... Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada... Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado... Eu deixarei... Tu irás e encostarás tua face em outra face...Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada... Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu... porque eu fui o grande íntimo da noite... Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa... Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciososMas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas, serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Morais